Os demônios fazem a festa

Comecei a escrever esse texto para expressar tudo o que eu sentia…

Pausa. Um copo de coca-cola servido da garrafa escondida na geladeira. O escritor relembra alguns fatos e, tomando ciência de si, arrepende-se acabando por fazer uma emenda em seu preâmbulo. Continuação. Mãos suadas e a ansiedade por terminar o trabalho.

Comecei a escrever esse texto para me desenredar da teia de sentimentos complexos que me tomaram e me tornaram essa grande confusão. Não há que se revelar tudo, mas antes me livrar daquilo que me entulha o coração…

Primeira releitura, a mais precoce e fatal, do texto. Parece orgulhoso, mas logo ele percebe a rima não intencional, coisa de amador. Melhor descartar e ir pra cama. Não dormiu. Levantou no meio da noite para continuar/recomeçar escrevendo.

Quem diria, eu diria, talvez… não sei…

O sono irregular e a fome, pois não comera naquela e em outras tantas noites, o fazem divagar e estranhar as próprias palavras. Pausa. Acende um cigarro (imaginário, pois parou de fumar). Ele está lá fora, na varanda, mas logo volta pro quarto porque tem um homem estranho andando na rua de madrugada. Dentro do quarto ele percebe que o estranho é ele. Ideia.

Já tem dias que me estranho e nem sei como cá me achei, pois se soubesse de algo nem haveria problema…

Genial. Esplêndido. Um puta de um clichê. São coisas que lhe ocorrem. Mas o cansaço tem a virtude de promover decisões então ele escolhe continuar, pela primeira vez.

Sem continuação, porque a ideia é um beco sem saída.

O escritor sai de cena (e seus demônios fazem a festa).

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