Diário de Greve #4

Por uns dias me ausentei de escrever sem com isso estancar o pensamento e a reflexão. A Greve segue e de repente me vejo diante do acirramento da contradição que é apoiar a paralisação de meus colegas mas continuar a comparecer à escola e, com isso, enfraquecê-la. É preciso tomar um posicionamento, urgente, e me mobilizar para tanto já preparado para as consequências.

Na sexta feira, tive uma pequena epifania quando, podendo optar por entre comparecer a assembleia dos professores em greve e um curso de formação de professores no Museu do Imigrante optei pelo segundo. Curiosamente, as chuvas da capital deixaram o metrô e a cptm em estado de calamidade e ocasionaram também o cancelamento do curso porque a instituição, localizada no Brás, se encontrava inundada. Na volta, fiquei preso na República, local da assembleia, tendo sido então impelido a participar.

O caso acaba sendo simbólico porque desde o Museu, passando pelo transporte público de trens e até, pode-se dizer, a “gestão das águas” é responsabilidade do governo estadual, aquele mesmo que é alvo das reivindicações de minha categoria pelos consecutivos ataques à educação. De tudo isso extraio que escolher a via pacífica é ter de estar pronto para o próximo tapa da cara, para o grande insulto que são os nossos serviços públicos, em especial os de âmbito estadual.

E eu só posso dizer que fica difícil não reagir.
A greve parece inevitável.

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